sexta-feira, 13 de maio de 2016

A culpa é da Dilma!

A culpa é da Dilma!

Mais uma vez essa frase vai sendo utilizada para justificar a insatisfação de quem apoiou o
impeachment.

Já nas primeiras horas do governo Temer, eles estão vendo a realidade do plano golpista se
concretizando e para amenizar seu sentimento de culpa usam argumentos como “a culpa é da
Dilma que escolheu o Temer como vice” ou “a culpa é dos petistas que votaram na Dilma e no
Temer”.

Os tolos não veem que qualquer vice-presidente que lá estivesse e que não rezasse na cartilha
do PIG (Partido da Imprensa Golpista) e não se declarasse contra o governo, lá não ficaria e seria
da mesma forma enquadrado no processo de impeachment.

Nesta hipótese se Temer não fosse o vice logicamente seria deputado federal e com grande
probabilidade de ser ele o presidente da câmara. Logo seria ele quem assumiria o mandato
interinamente.

O PIG, portanto, já tinha a maioria no legislativo e o apoio do judiciário, só lhe faltava então,
tomar o poder executivo.

Finalmente conseguiram, e o poder executivo está de volta nas mãos dos donos do Brasil.

O que os tolos não sabem é que eles não fazem parte deste seleto grupo. Eles fazem parte dos
que são usados para que os donos do Brasil se mantenham no poder, o povo.


Fernando César Garrido de Paula

quinta-feira, 21 de abril de 2016


Na foto abaixo (de 30/3) aparecem os deputados federais Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. Eles participam do programa Estágio Visita, organizado pela Coordenação de Educação para a Democracia (COEDE) que recebe na Câmara dos Deputados universitários de todas as regiões do Brasil para "estimular a participação democrática dos jovens e promover os valores da cidadania".
Os universitários podem ser indicados por qualquer parlamentar e os estudantes selecionados - são grupos de 50 por turma - ficam alojados gratuitamente por uma semana em Brasília com todas as refeições pagas pelo programa.
Jair Bolsonaro e seu filho participam ativamente da instrução dos estudantes. Considerando a importância atribuída pelo curso à democracia e aos valores da cidadania, há algo estranho aí. Será o mesmo Jair Bolsonaro que defende abertamente a ditadura militar, o golpe de 1964 e, no último domingo, ao encaminhar seu voto favorável a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma, reverenciou a memória de um torturador?
O que o "professor" Bolsonaro ensina a esses estudantes quando o assunto é democracia, tema central do curso?
A jornalista Miriam Leitão, que sofreu as agruras da tortura durante o regime defendido pelo deputado Jair Bolsonaro, se manifestou hoje nos seguintes termos sobre a postura do parlamentar na votação do impeachment:
"A democracia tem mesmo que conviver com quem a ameaça, como o deputado Jair Bolsonaro? O que ele defende e proclama fere cláusulas pétreas. Um dos seus ideais ameaça o pilar básico da Constituição, que é a democracia. Ele usa a democracia para conspirar contra ela abertamente e sob a cobertura de um mandato. Ele exaltou em seu voto a tortura, que é um crime hediondo, e fez, inclusive, o elogio à figura do mais emblemático dos torturadores do regime militar, Carlos Alberto Brilhante Ulstra."
Prossegue Miriam:
"Há quem considere que a democracia é um regime tão tolerante que convive até com quem queira acabar com ela. Será? A democracia brasileira precisa ser defendida pelos pares do deputado Jair Bolsonaro. O voto dele é apologia de dois crimes, fere duplamente a Constituição. Por que não sofre um processo de cassação pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados? O Supremo Tribunal Federal, em cujo foro ele está, deveria ser consultado sobre como agir nestes casos em que um político com prerrogativa de foro usa a sua imunidade para ameaçar explicitamente o país com a defesa do fim da democracia e fazer a apologia de um crime hediondo."
Faço minhas as palavras de Miriam Leitão.
Acrescentaria apenas uma indagação.
Como Jair Bolsonaro pode ser professor em um curso de democracia?