POSSO PENSAR
segunda-feira, 9 de abril de 2018
sábado, 3 de fevereiro de 2018
terça-feira, 28 de junho de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
A culpa é da Dilma!
Mais uma vez essa frase vai sendo utilizada para justificar a insatisfação de quem apoiou o
impeachment.
Já nas primeiras horas do governo Temer, eles estão vendo a realidade do plano golpista se
concretizando e para amenizar seu sentimento de culpa usam argumentos como “a culpa é da
Dilma que escolheu o Temer como vice” ou “a culpa é dos petistas que votaram na Dilma e no
Temer”.
Os tolos não veem que qualquer vice-presidente que lá estivesse e que não rezasse na cartilha
do PIG (Partido da Imprensa Golpista) e não se declarasse contra o governo, lá não ficaria e seria
da mesma forma enquadrado no processo de impeachment.
Nesta hipótese se Temer não fosse o vice logicamente seria deputado federal e com grande
probabilidade de ser ele o presidente da câmara. Logo seria ele quem assumiria o mandato
interinamente.
O PIG, portanto, já tinha a maioria no legislativo e o apoio do judiciário, só lhe faltava então,
tomar o poder executivo.
Finalmente conseguiram, e o poder executivo está de volta nas mãos dos donos do Brasil.
O que os tolos não sabem é que eles não fazem parte deste seleto grupo. Eles fazem parte dos
que são usados para que os donos do Brasil se mantenham no poder, o povo.
Fernando César Garrido de Paula
sábado, 23 de abril de 2016
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Na foto abaixo (de 30/3) aparecem os deputados federais Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. Eles participam do programa Estágio Visita, organizado pela Coordenação de Educação para a Democracia (COEDE) que recebe na Câmara dos Deputados universitários de todas as regiões do Brasil para "estimular a participação democrática dos jovens e promover os valores da cidadania".
Os universitários podem ser indicados por qualquer parlamentar e os estudantes selecionados - são grupos de 50 por turma - ficam alojados gratuitamente por uma semana em Brasília com todas as refeições pagas pelo programa.
Jair Bolsonaro e seu filho participam ativamente da instrução dos estudantes. Considerando a importância atribuída pelo curso à democracia e aos valores da cidadania, há algo estranho aí. Será o mesmo Jair Bolsonaro que defende abertamente a ditadura militar, o golpe de 1964 e, no último domingo, ao encaminhar seu voto favorável a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma, reverenciou a memória de um torturador?
O que o "professor" Bolsonaro ensina a esses estudantes quando o assunto é democracia, tema central do curso?
A jornalista Miriam Leitão, que sofreu as agruras da tortura durante o regime defendido pelo deputado Jair Bolsonaro, se manifestou hoje nos seguintes termos sobre a postura do parlamentar na votação do impeachment:
A jornalista Miriam Leitão, que sofreu as agruras da tortura durante o regime defendido pelo deputado Jair Bolsonaro, se manifestou hoje nos seguintes termos sobre a postura do parlamentar na votação do impeachment:
"A democracia tem mesmo que conviver com quem a ameaça, como o deputado Jair Bolsonaro? O que ele defende e proclama fere cláusulas pétreas. Um dos seus ideais ameaça o pilar básico da Constituição, que é a democracia. Ele usa a democracia para conspirar contra ela abertamente e sob a cobertura de um mandato. Ele exaltou em seu voto a tortura, que é um crime hediondo, e fez, inclusive, o elogio à figura do mais emblemático dos torturadores do regime militar, Carlos Alberto Brilhante Ulstra."
Prossegue Miriam:
"Há quem considere que a democracia é um regime tão tolerante que convive até com quem queira acabar com ela. Será? A democracia brasileira precisa ser defendida pelos pares do deputado Jair Bolsonaro. O voto dele é apologia de dois crimes, fere duplamente a Constituição. Por que não sofre um processo de cassação pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados? O Supremo Tribunal Federal, em cujo foro ele está, deveria ser consultado sobre como agir nestes casos em que um político com prerrogativa de foro usa a sua imunidade para ameaçar explicitamente o país com a defesa do fim da democracia e fazer a apologia de um crime hediondo."
Faço minhas as palavras de Miriam Leitão.
Acrescentaria apenas uma indagação.
Acrescentaria apenas uma indagação.
Como Jair Bolsonaro pode ser professor em um curso de democracia?
Assinar:
Comentários (Atom)
