sábado, 23 de abril de 2016
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Na foto abaixo (de 30/3) aparecem os deputados federais Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. Eles participam do programa Estágio Visita, organizado pela Coordenação de Educação para a Democracia (COEDE) que recebe na Câmara dos Deputados universitários de todas as regiões do Brasil para "estimular a participação democrática dos jovens e promover os valores da cidadania".
Os universitários podem ser indicados por qualquer parlamentar e os estudantes selecionados - são grupos de 50 por turma - ficam alojados gratuitamente por uma semana em Brasília com todas as refeições pagas pelo programa.
Jair Bolsonaro e seu filho participam ativamente da instrução dos estudantes. Considerando a importância atribuída pelo curso à democracia e aos valores da cidadania, há algo estranho aí. Será o mesmo Jair Bolsonaro que defende abertamente a ditadura militar, o golpe de 1964 e, no último domingo, ao encaminhar seu voto favorável a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma, reverenciou a memória de um torturador?
O que o "professor" Bolsonaro ensina a esses estudantes quando o assunto é democracia, tema central do curso?
A jornalista Miriam Leitão, que sofreu as agruras da tortura durante o regime defendido pelo deputado Jair Bolsonaro, se manifestou hoje nos seguintes termos sobre a postura do parlamentar na votação do impeachment:
A jornalista Miriam Leitão, que sofreu as agruras da tortura durante o regime defendido pelo deputado Jair Bolsonaro, se manifestou hoje nos seguintes termos sobre a postura do parlamentar na votação do impeachment:
"A democracia tem mesmo que conviver com quem a ameaça, como o deputado Jair Bolsonaro? O que ele defende e proclama fere cláusulas pétreas. Um dos seus ideais ameaça o pilar básico da Constituição, que é a democracia. Ele usa a democracia para conspirar contra ela abertamente e sob a cobertura de um mandato. Ele exaltou em seu voto a tortura, que é um crime hediondo, e fez, inclusive, o elogio à figura do mais emblemático dos torturadores do regime militar, Carlos Alberto Brilhante Ulstra."
Prossegue Miriam:
"Há quem considere que a democracia é um regime tão tolerante que convive até com quem queira acabar com ela. Será? A democracia brasileira precisa ser defendida pelos pares do deputado Jair Bolsonaro. O voto dele é apologia de dois crimes, fere duplamente a Constituição. Por que não sofre um processo de cassação pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados? O Supremo Tribunal Federal, em cujo foro ele está, deveria ser consultado sobre como agir nestes casos em que um político com prerrogativa de foro usa a sua imunidade para ameaçar explicitamente o país com a defesa do fim da democracia e fazer a apologia de um crime hediondo."
Faço minhas as palavras de Miriam Leitão.
Acrescentaria apenas uma indagação.
Acrescentaria apenas uma indagação.
Como Jair Bolsonaro pode ser professor em um curso de democracia?
Eu quero contar uma história pra vocês. Praticamente um ano atrás, dia 27 de abril de 2015 durante a madrugada, dois andares acima de mim no apartamento 601, morria minha vizinha Inês Etienne Romeu. Ex militante e integrante da luta armada contra a ditadura militar, ela não só foi a última presa política libertada no Brasil como foi a única sobrevivente da casa da morte em Petrópolis. Presa ilegalmente em 1971, ela foi espancada, torturada e pendurada no pau-de-arara. Para escapar inventou para seus captores que tinha um encontro com um guerrilheiro em determinado local do bairro de Cascadura, no Rio de Janeiro. Ao chegar no local tentou suicidar-se jogando-se na frente de um ônibus. Foi arrastada pelo ônibus mas não morreu. Após passagem pelo Hospital da Vila Militar foi levada para uma casa em Petrópolis, na Rua Artur Barbosa, 668, “A casa da morte”. Ali permaneceu sob tortura, espancamento, choques elétricos e estupros. No inverno de Petrópolis, onde a temperatura podia chegar a menos de 10ºC, era obrigada a deitar nua no cimento molhado e levou tantos socos e sofreu tantas agressões que seu rosto tornou-se irreconhecível. Neste período era obrigada a cozinhar nua sendo humilhada por seus carcereiros. Assim como os outros presos da casa, Inês não deveria sair viva de Petrópolis. Contudo, segundo um de seus captores, o tenente-coronel reformado Paulo Malhães (codinome: "Dr. Diablo"), declarou mais de 40 anos depois, os torturadores cometeram o erro de libertá-la acreditando que, depois de intensa tortura e cativeiro, ela tivesse aceito o papel de infiltrada em sua própria organização. Foi jogada na casa de uma irmã, em Belo Horizonte, pesando 32 quilos. Inês passou a dedicar-se à denúncia e esclarecimento dos crimes ocorridos nos porões da ditadura. Em 2003, aos 61 anos, foi encontrada caída e ensanguentada em seu apartamento, com traumatismo cranioencefálico por golpes múltiplos diversos, depois de receber a visita de um homem que se fez passar por um marceneiro contratado para um serviço doméstico. Em fuga, saiu de São Paulo e mudou-se para o Rio de Janeiro onde teve que se mudar diversas vezes para preservar sua identidade e seu endereço. Importante entender que ontem o deputado federal Jair Bolsonaro manchou a memória de Inês e de todos nós brasileiros quando homenageou Carlos Alberto Brilhante Ustra (coronel do Exército Brasileiro, ex-chefe de órgãos atuantes na repressão durante o período do regime militar no Brasil) e não saiu algemado da câmara dos deputados. Imagino o terror que Inês sentiria novamente ao saber que vive num prédio, numa cidade, num país... onde existem pessoas que idolatram o homem que homenageia seus torturadores. Acho que ela partiu na hora certa. Inês era uma senhora que já não podia falar, não podia andar sem andador e acompanhante e quase nunca saia de casa. Infelizmente tivemos muito pouco contato. Ela sempre carregava um sorriso triste e um mistério nos olhos, como quem guardava algum segredo, como quem ainda precisava falar alguma coisa. Ela morreu dormindo. Depois do que ouvi ontem, acredito que muita coisa tenha morrido ali, junto com ela, também.
Nesse momento em nosso país, aqueles que defendem a Democracia, não podem se calar. Talvez seja por pouco tempo que tenhamos ainda essa liberdade. Precisamos mostrar para todos os brasileiros quem foram e quem são aqueles que desejam manter o domínio sobre o povo, tal qual exerceram no passado.
Precisamos investir tempo em pesquisas e levantamento de informações sobre políticos, principalmente, mas também de todos aqueles que são declaradamente a favor de regimes ditatoriais contrários ao regime democrático.
Não podemos permitir que esses lobos continuem influenciando a sociedade com suas faces de bons moços. Precisamos fazer cair essas máscaras.
Temos hoje ferramentes que no passado não existiam. temos a internet, temos meios de comunicação.
Munidos dessa poderosa arma que é a informação verdadeira, eu disse verdadeira, podemos passar o Brasil a limpo.
Vamos à luta!
A partir de agora quando você votar, ao apertar o confirma, não vai mais aparecer a palavra FIM, mas vai aparecer um símbolo confirmando que seu voto foi processado. Veja na foto abaixo como será.
O Brasil mudou.
#meuvotonolixo
O Brasil mudou.
#meuvotonolixo
Chico Mendes
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Francisco Alves Mendes Filho | |
|---|---|
| Chico Mendes e sua esposa Ilsamar Mendes. | |
| Nome completo | Francisco Alves Mendes Filho |
| Nascimento | 15 de dezembro de 1944 Xapuri, Acre |
| Morte | 22 de dezembro de 1988 (44 anos) Xapuri, Acre |
| Cônjuge | Ilzamar Mendes |
| Ocupação | Seringueiro, sindicalista, político e ativista ambiental |
| Filiação | MDB (até 1980) PT (1980-1988) |
| Página oficial | |
| Página do comitê Chico Mendes | |
Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes (Xapuri, 15 de dezembro de 1944 — Xapuri, 22 de dezembrode 1988) foi um seringueiro, sindicalista, ativista político e ambientalistabrasileiro. Lutou a favor dos seringueiros da Bacia Amazônica, cuja subsistência dependia da preservação da floresta e das seringueirasnativas. Seu ativismo lhe trouxe reconhecimento internacional, ao mesmo tempo em que provocou a ira dos grandes fazendeiros locais.[1]
Índice
[esconder]Biografia[editar | editar código-fonte]
Chico Mendes nasceu em Xapuri, no Acre, em 15 de dezembro de1944, filho do migrante cearense Francisco Alves Mendes e de Maria Rita Mendes. Começou no ofício de seringueiro ainda criança, acompanhando o pai em incursões pela mata. Só aprendeu a ler aos 19 ou 20 anos, já que na maioria dos seringais não havia escolas, tampouco os proprietários de terras tinham intenção de implantá-las em suas propriedades.[2] Segundo relato próprio, foi o militante comunista Euclides Távora, — que participara no levante comunista de 1935 em Fortaleza e na Revolução de 1952 na Bolívia —, que o ensinou a ler. Após retornar ao Brasil, Távora fixou residência em Xapuri, onde se tornou o alfabetizador de Mendes.[3]
Ativismo[editar | editar código-fonte]
Chico Mendes iniciou a vida sindical em 1975, como secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. A partir de 1976 participou ativamente das lutas dos seringueiros para impedir o desmatamento. A tática utilizada pelos manifestantes era o "empate" — manifestações pacíficas em que os seringueiros protegem as árvores com seus próprios corpos. Organizou também várias ações em defesa da posse da terra pelos habitantes nativos, os chamados posseiros.[1]Em 1977 participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, sendo eleito vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) local. Recebe, então, as primeiras ameaças de morte por parte dos fazendeiros, o que lhe rende problemas com seu próprio partido, descompromissado com as causas pelas quais Chico Mendes lutava.[4] Em 1979, usa seu mandato para promover um foro de discussões entre lideranças sindicais, populares e religiosas na Câmara Municipal de Xapuri. Acusado de subversão, é preso e torturado mas, sem apoio algum das lideranças políticas locais, não consegue registrar na Polícia a ocorrência da tortura da qual fora vítima.
Representantes dos povos da floresta (seringueiros, índios, quilombolas) apresentam reivindicações durante 2º Encontro Nacional, em Brasília
Em 1980, Chico Mendes ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, sendo uma de suas principais lideranças no Acre e tendo participado de comíciosao lado de Luis Inácio Lula da Silva na região.[5] No mesmo ano, é enquadrado na Lei de Segurança Nacional como "subversivo" a pedido de fazendeiros da região, que tentaram manchar sua reputação alegando que ele teria incitado o assassinato de um capataz de fazenda por vingança ao assassinato do então presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Brasiléia, Wilson Sousa Pinheiro.[6] Em 1981 Chico Mendes assumiu a direção do Sindicato de Xapuri, do qual foi presidente até sua morte. Candidato a deputado estadual pelo PT em 1982, não conseguiu se eleger.[4]Em 1984, foi julgado pelo Tribunal Militar de Manaus e absolvido por falta de provas.
Em outubro de 1985, Chico Mendes liderou o 1º Encontro Nacional de Seringueiros, durante o qual foi criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), que se tornou a principal referência da categoria. Sob sua liderança, a luta dos seringueiros pela preservação do seu modo de vida adquiriu grande repercussão nacional e internacional. Do encontro saiu a proposta de criar uma "União dos Povos da Floresta", que buscava unir os interesses de indígenas, seringueiros, castanheiros, pequenos pescadores, quebradeiras de coco e populações ribeirinhas, através da criação de reservas extrativistas. Essas reservas preservariam as áreas indígenas e a floresta, além de ser um mecanismo de promover a reforma agrária desejada pelos seringueiros. Chico Mendes forjou, então, uma aliança com os índios amazônicos, o que levou o governo a criar reservas florestais para a colheita não-predatória de matérias-primas como o látex e a castanha do pará.[1]
Em 1986, concorreu novamente ao cargo de deputado estadual pelo PT, mas não conseguiu se eleger. Seus companheiros de chapa eram Marina Silva (deputada federal), José Marques de Sousa, o Matias (senador) e Hélio Pimenta (governador), que também não foram eleitos.[7] No ano seguinte, Chico Mendes recebeu a visita de alguns membros da Organização das Nações Unidas (ONU) em Xapuri. Denunciou-lhes que projetos financiados por bancos estrangeiros estavam levando à devastação da floresta e à expulsão dos seringueiros. Dois meses depois, levou estas denúncias ao Senado dos Estados Unidos e à reunião de um dos bancos financiadores do projeto, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os financiamentos a tais projetos acabaram sendo suspensos e Chico Mendes foi acusado por fazendeiros e políticos locais de "prejudicar o progresso", acusações que não convencem a opinião pública internacional. Alguns meses depois, recebeu vários prêmios internacionais, dentre eles o Global 500, oferecido pela ONU por sua luta em defesa do meio ambiente.[1]
Ao longo do ano de 1988, Chico Mendes participou da implantação das primeiras reservas extrativistas do Estado do Acre. Ameaçado e perseguido pelos membros da então recém-criada União Democrática Ruralista (UDR), percorreu o Brasil participando de seminários, palestras e congressos onde denunciava as intimidações que os serigueiros estavam sofrendo. Após a desapropriação do Seringal Cachoeira, de Darly Alves da Silva, agravaram-se as ameaças de morte contra Chico Mendes que, por várias vezes, veio a público denunciar seus intimidadores. Ele deixou claro às autoridades policiais e governamentais que estava correndo risco de morte e que precisava de proteção, mas seus alertas foram minimizados pela imprensa.[8] [9] [10] No 3º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), voltou a denunciar sua situação. Atribuiu a responsabilidade pelo aumento da violência no campo ao advento da UDR. A tese que apresentou em nome do Sindicato de Xapuri, Em Defesa dos Povos da Floresta, foi aprovada por aclamação pelos quase seis mil delegados presentes. Ao término do Congresso, Mendes foi eleito suplente na direção nacional da CUT. Assumiria também a presidência do Conselho Nacional dos Seringueiros a partir do 2º Encontro Nacional da categoria, marcado para março de 1989, porém não sobreviveu até aquela data.
Morte e legado[editar | editar código-fonte]
Em 22 de dezembro de 1988, exatamente uma semana após completar 44 anos, Chico Mendes foi assassinado com tiros de escopeta no peito na porta dos fundos de sua casa,[11] quando saía para tomar banho. Quatro dias antes da morte do ativista, o Jornal do Brasil se recusou a publicar uma entrevista na qual Chico Mendes denunciava as ameaças de morte que havia recebido. A direção do jornal considerou que o entrevistado era desconhecido do grande público e que politizava demais a questão ambiental, optando por não publicar a matéria.[8] Com a consumação das ameaças, o jornal finalmente publicou a entrevista, que seria a última de Chico Mendes, no 1º caderno da edição de natal daquele ano, seguida de um editorial na primeira página, algo um tanto incomum.[8]
Após o assassinato do líder extrativista mais de trinta entidades — sindicalistas, religiosas, políticas, de direitos humanos e ambientalistas — se reuniram para formar o Comitê Chico Mendes. Elas exigiam, através de articulação nacional e internacional e de pressão aos órgãos estatais, que os autores do crime fossem punidos. Em dezembro de 1990, a justiça condenou os fazendeiros Darly Alves da Silva e seu filho, Darcy Alves Ferreira a 19 anos de prisão pela morte de Chico Mendes.[12] A principal testemunha do caso foi um empregado de 13 anos da fazenda de Darly, Genésio Ferreira da Silva.[13] Em fevereiro de 1992, eles conseguiram um novo julgamento através da acusação de que o caso da promotoria tinha sido enviesado. No entanto, a condenação foi mantida e eles permaneceram na cadeia. Darly e Darcy fugiram da cadeia em fevereiro de 1993.[12] Darly foi capturado em junho de 1996 e Darcy em novembro de 1996.[12] Darly escondeu-se num assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no interior do Pará e chegou a obter financiamento público do Banco da Amazônia sob falsa identidade.[12] O crime de falsidade ideológica rendeu-lhe uma segunda condenação de dois anos e 8 meses de prisão.[12] Darly e Darcy cumpriram, ao todo, menos de dez anos da pena de dezenove. Hoje, ano de 2015, Darcy encontra-se na remota cidade de Medicilândia no Estado do Pará.
A morte de Chico Mendes trouxe apoio mundial à causa dos seringueiros. Devido, em parte, à cobertura do assassinato pela mídia internacional, a Reserva Extrativista Chico Mendes foi criada na área onde ele morava. Outras 20 reservas, semelhantes às propostas por Mendes, cobre hoje mais de 32.000 km².
Família[editar | editar código-fonte]
À época de sua morte, Chico era casado com Ilzamar Mendes, com quem tinha dois filhos, Sandino e Elenira, de dois e quatro anos de idade, respectivamente. Além disso, possuía uma outra filha do primeiro casamento, Ângela, à época com 19 anos. Ilzamar e Elenira criaram a ONG Instituto Chico Mendes com o intuito de desenvolver projetos sócio-ambientais no Acre.
Homenagens[editar | editar código-fonte]
Em 1989 o Grupo Tortura Nunca Mais, uma ONG brasileira de defesa dos direitos humanos, criou o prêmio Medalha Chico Mendes de Resistência, uma homenagem não só ao próprio Chico Mendes, mas também a todas as pessoas ou grupos que lutam pela consolidação dos direitos humanos no país. O prêmio é entregue todos os anos e já foi recebido por personalidades como Oscar Niemeyer (1989), Dom Paulo Evaristo Arns (1989), Luiza Erundina (1991), Barbosa Lima Sobrinho (1992), Herbert de Sousa (1994), Paulo Freire (1994), Alceu Amoroso Lima (1995), Luís Fernando Veríssimo(1996), Jaime Wright (1997), Hélio Bicudo (2006) e Brad Will (2008) e organizações como Human Rights Watch (1996),Anistia Internacional (2004), Ordem dos Advogados do Brasil (2004), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(2005) e o Centro de Mídia Independente (2008).[14]
Também em 1989 o ex-beatle Paul McCartney lançou a faixa "How Many People", em homenagem ao seringueiro, no álbum Flowers in the Dirt. O compositor Clare Fischer, que havia fornecido os arranjos orquestrais para o álbum de McCartney, dedicou a faixa "Xapuri", de seu álbum Lembranças (Remembrances), lançado no mesmo ano, à memória de Chico Mendes. Em 1994, a HBO transmitiu o premiado telefilme The Burning Season, que narrava as lutas do seringueiro e trazia Raúl Juliá no papel de Chico Mendes. No ano seguinte, o grupo mexicano de rock Maná homenageou Mendes na faixa "Cuando los Ángeles Lloran", presente no álbum homônimo. E em 1996 foi a vez da banda de heavy metal brasileiraSepultura homenagear o seringueiro com a faixa "Ambush", presente no álbum Roots.
Em 2007, a então ministra do meio-ambiente Marina Silva criou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), uma autarquia responsável pela gestão do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Em 10 de dezembro de 2008, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça aprovou, em Rio Branco, a condição de perseguido político de Chico Mendes. O pedido de anistia havia sido protocolado pela viúva Ilzamar Mendes em 2005.[15] Isso garante à sua família receber uma indenização por parte do Estado. Em 2009, o Ministério Público do Acre acusou a viúva de Chico Mendes, Ilzamar, e a filha do casal, Elenira, de improbidade administrativa. Segundo a denúncia, as verbas recebidas pela ONG Instituto Chico Mendes para o desenvolvimento de projetos sociais e ambientais estavam sendo desviadas. Ilzamar foi acusada pela própria irmã de ser funcionária fantasma da ONG.[16]
Ainda hoje, Chico Mendes é reconhecido como um dos maiores brasileiros de todos os tempos. Seu nome aguarda inscrição no Panteão da Pátria e da Liberdade em Brasília desde 2004[17] e, em julho de 2012, foi eleito o 28° maior brasileiro de todos os tempos em votação realizada pelo SBT.[18] Além disso, Chico Mendes faz parte do calendário de santos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil como testemunha profética, sendo sua festa litúrgica comemorada no dia 22 de dezembro.[19]
Em 2013, uma nova espécie de pássaro — Zimmerius chicomendesi — foi nomeada em homenagem a Chico Mendes.
Em 15 de dezembro de 2015, em seu 71º aniversário a empresa Google o homenageou com um doodle. [20]
Bibliografia complementar[editar | editar código-fonte]
- Ventura, Zuenir (2003). Chico Mendes: Crime e Castigo: Quinze anos depois, o autor volta ao Acre para concluir a mais premiada reportagem sobre o herói dos povos da floresta Companhia das Letras [S.l.] p. 248. ISBN 9788535904482.
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